Hospital do Retiro, em Volta Redonda, instala primeira Sala de Estimulação Sensorial para crianças com autismo

Hospital do Retiro, em Volta Redonda, instala primeira Sala de Estimulação Sensorial para crianças com autismo

Objetivo do espaço criado em parceria entre SMS e UniFOA é trabalhar no desenvolvimento da autonomia e independência dos atendidos

 

O Hospital Municipal Dr. Munir Rafful (HMMR), no bairro Retiro, em Volta Redonda, inaugurou a primeira Sala de Estimulação Sensorial do programa “Laço Azul”, que atende na unidade médica quase 600 crianças com autismo e auxilia no desenvolvimento da comunicação e na autonomia delas. A iniciativa é uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e o UniFOA (Centro Universitário de Volta Redonda).

A Sala de Estimulação Sensorial, segundo a proposta do programa, tem o objetivo de promover a intervenção precoce da criança, através de uma equipe multidisciplinar, estimulando no desenvolvimento de habilidades de organização, com a finalidade de desenvolver a sua autonomia e independência.

O espaço é um ambiente colorido, com várias texturas e múltiplas formas de testar o próprio equilíbrio, favorecendo pacientes com deficiências intelectuais e/ou múltiplas conhecerem ou reconhecerem o mundo ao seu redor.

“No Hospital do Retiro prezamos pela excelência no cuidado e no desenvolvimento das pessoas e ficamos felizes em poder proporcionar um melhor atendimento a essas crianças. Ter um espaço como esse é essencial para a evolução dos nossos pacientes do ‘Laço Azul’, trazendo uma série de benefícios significativos para crianças com autismo”, explicou a diretora-geral do hospital, Márcia Cury.

Projeto “Laço Azul”

Realizado há mais de um ano no Hospital do Retiro, o projeto “Laço Azul” oferece aos pacientes atendimentos com uma equipe formada por especialistas em fonoaudiologia, educador físico, psicologia, terapia ocupacional e psicopedagogia.

O “Laço Azul” ensina, na prática, como eliminar comportamentos indevidos e ajuda as crianças a se comunicarem, brincarem e interagirem. O foco é a análise do comportamento das crianças e intervenção aplicada aos ambientes comuns, como sua própria casa e escola.

Dentre as técnicas informadas no programa, estão práticas que auxiliam nos comportamentos que interferem no desenvolvimento e integração do indivíduo diagnosticado com autismo (TEA), transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), dentre outras patologias.

Alguns comportamentos como os sociais: contato visual e comunicação funcional; comportamentos acadêmicos, como pré-requisitos para leitura, escrita e matemática; atividades da vida diária, como higiene pessoal; e estereotipias que se tornam obstáculos na vida da criança, são habilidades tratadas no programa.

Fotos de divulgação.
Secom/PMVR

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