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Quarta-feira, 14 de outubro Últimas

Araruama Região dos Lagos

‘A gente ensina, mas também aprende’, diz um dos professores mais antigos em atividade na rede municipal de Araruama

Por Redação, com informações de Prefeitura de Araruama
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'A gente ensina, mas também aprende', diz um dos professores mais antigos em atividade na rede municipal de Araruama

Celebrado em 15 de outubro, o Dia do Professor carrega histórias que ajudam a contar também as transformações vividas pela educação ao longo dos anos. Na rede municipal de Araruama, poucas trajetórias acompanham tão de perto essas mudanças quanto a de Moacir Gomes, professor há 33 anos e servidor do município há 26.

Atualmente na Escola Municipal André Gomes dos Santos, em Bananeiras, Moacir é um dos professores em atividade há mais tempo na rede municipal. Desde que ingressou por concurso público, em 2000, passou por diferentes momentos da educação de Araruama, acompanhou mudanças estruturais nas escolas e viu novas gerações ocuparem as carteiras de suas salas de aula.

Mas, ao olhar para mais de três décadas diante de turmas, é menos o conteúdo ensinado e mais a relação construída com os estudantes que aparece primeiro em suas lembranças. Isso porque, para ele, a sala de aula nunca funcionou em uma única direção.

“Em sala de aula, a gente não somente ensina, mas a gente aprende. Eu também aprendi muito no decorrer dos anos com os meus alunos. Foram muitas trocas. Tenho muitas amizades com ex-alunos até hoje. Alguns me mandam mensagem diariamente, conversam comigo, me colocam em grupos de WhatsApp e redes sociais.”

A trajetória começou cedo. Aos 18 anos, em 1993, Moacir já trabalhava em cursos de inglês. Passou também por curso pré-vestibular, pela rede particular e por escolas de municípios vizinhos até chegar ao serviço público. Aprovado no concurso municipal de 1999, iniciou na antiga Escola Estadual Municipalizada Bananeiras e acompanhou, depois, a inauguração da Escola Municipal André Gomes dos Santos, unidade onde permanece até hoje.

Com o passar dos anos, a convivência diária também ensinou que ser professor exige perceber o estudante para além do desempenho em uma disciplina. Moacir diz ter conciliado, ao longo da carreira, a exigência em sala com uma relação próxima e cuidadosa com os alunos.

“A gente trabalha com material humano. E trabalhar com material humano não é fácil. É algo para o qual se tem que ter uma certa sensibilidade. A gente tem que ter um pouco de cada coisa: um pouco de psicólogo, um pouco de médico, um pouco de cada detalhe para que possa manter com carinho os nossos alunos. Eu sempre procurei ter esse carinho, essa amizade, essa troca, embora sempre tenha sido muito rígido e muito exigente.”

Se a relação humana continua no centro da profissão, o cenário ao redor dela mudou bastante. Moacir lembra de quando giz, apagador e ventilador faziam parte da rotina diária. Hoje, encontra nas escolas de Araruama salas climatizadas, lousas digitais e recursos capazes de ampliar as possibilidades de uma aula. Para ele, porém, a evolução da estrutura veio acompanhada de um novo desafio: disputar a atenção de crianças e adolescentes inseridos em uma realidade muito diferente daquela encontrada no início de sua carreira.

“O desafio do século XXI é o professor conseguir fazer com que o aluno mantenha o foco. Isso era algo mais fácil quando a gente começou lá atrás. Era outra estrutura de sociedade. Hoje temos a tecnologia para ajudar, uma lousa eletrônica, por exemplo, em que você pode mostrar um mapa, uma imagem, várias características. Isso melhorou muito, mas manter a atenção das crianças hoje é muito complicado.”

O tempo de sala de aula aparece também de uma maneira particular nos corredores. Entre os estudantes que passaram por suas turmas, alguns escolheram seguir o mesmo caminho profissional. Moacir hoje encontra antigos alunos como professores da própria rede municipal e também divide o ambiente de trabalho com ex-alunos na rede estadual, uma mudança de papéis que transforma antigas relações de professor e estudante em convivência entre colegas.

“Adoro minha profissão. É a profissão que exerço já há 33 anos e gosto bastante do que faço. Sempre tive um bom relacionamento e trabalhei muito bem com os meus alunos.”

Fonte: Prefeitura de Araruama

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