Lei Maria da Penha completa 17 anos salvando vidas de mulheres em Volta Redonda

Lei Maria da Penha completa 17 anos salvando vidas de mulheres em Volta Redonda

Legislação sancionada em agosto de 2006 prevê a prisão dos agressores se houver descumprimento das medidas protetivas de urgência

Centenas de mulheres em situação de violência doméstica e familiar em Volta Redonda já foram atendidas com medidas protetivas da Justiça, afastando os agressores do convívio com as vítimas e provocando a prisão de quem desrespeitou a decisão judicial, prevista na lei federal nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida em todo o país como a Lei Maria da Penha. Uma homenagem a uma mulher vítima de violência doméstica e que conseguiu sobreviver para denunciar o seu agressor, um ex-companheiro com quem foi casada.

A secretária municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos, Glória Amorim, destaca a lei e o trabalho da SMDH no enfrentamento da violência, visando a conscientização das pessoas e da sociedade como um todo, para desarmar este ciclo fatal que faz da mulher o seu alvo pelo fato de ser mulher:

“A mulher não tem que conviver num ambiente de violência doméstica e familiar, que é um grave problema social e de saúde pública, que traz prejuízos para toda a família, especialmente para as crianças menores e para a sociedade. Volta Redonda trabalha com uma rede de serviços envolvendo secretarias municipais e entidades governamentais e não governamentais, seguindo o Plano Nacional de Políticas para Mulheres e o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher. E recebemos todo o apoio do prefeito Antonio Francisco Neto em políticas públicas para as mulheres, para a recuperação da sua autoestima, como a realização de cursos profissionalizantes na área da construção civil para as mulheres no Centro de Qualificação Profissional do Aero Clube, gerando uma autonomia financeira”, enfatizou a secretária.

Mais proteção e segurança às mulheres

O trabalho da rede de atendimento de Volta Redonda, composta por órgãos públicos municipais e estaduais, realiza o enfrentamento da violência doméstica e familiar e oferece o apoio necessário que a mulher precisa para se proteger e defender os seus direitos.

Faz parte desta rede o Ceam (Centro Especializado em Atendimento à Mulher), que pertence à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH). O centro possui equipe profissional qualificada e especializada para acolher e atender a mulher em situação de vítima da violência, bem como encaminhar aos serviços da rede de forma integral, articulada e humanizada, oferecendo o suporte assistencial e jurídico que a mulher em situação de violência doméstica necessita. Funciona na sede da SMDH: Rua Antônio Barreiros, 232, bairro Nossa Senhora das Graças.

A segurança da Medida Protetiva

A SMDH já contabilizou 388 casos de medidas protetivas autorizadas pela Justiça no período de janeiro a maio de 2023, o que equivale a uma média de mais de 70 casos mensais neste primeiro semestre do ano. Uma das vítimas assistidas pelo Ceam, identificada pelo nome fictício de Maria (para manter a sua privacidade), contou que encerrou um casamento de 25 anos e a ajuda do centro foi fundamental para ela descobrir que viveu uma relação abusiva de violação dos seus direitos e foi à luta:

“O Centro Especializado de Atendimento foi mais do que 100% para a minha proteção, foi 200%. Ele vivia me ameaçando e perseguindo, não aceitava a separação. Através do Ceam, Defensoria Pública e a Lei Maria da Penha com a medida protetiva, eu fiquei em segurança. A mulher precisa defender a sua autoestima, ver outros horizontes na vida e seguir em frente”, disse Maria.

Ceam na Deam

Outra integrante da rede de atendimento é a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A unidade especializada de polícia ganhou uma profissional de psicologia da prefeitura (Projeto Ceam na Deam), que realiza já na delegacia um acolhimento às mulheres que vão fazer a denúncia e o boletim de ocorrência contra os agressores, e também encaminhamento para o Ceam.

“A lei caracteriza esta violência como sendo qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, sofrimento físico, sexual ou psicológico e lesões. Ela inclui para todas as relações pessoais e também de orientações sexuais”, disse a psicóloga Marcella Gonçalves do Carmo, que faz o atendimento na DEAM pela SMDH.

Patrulha Maria da Penha

A Patrulha Maria da Penha, que acompanha e fiscaliza o cumprimento das medidas protetivas no município, é composta por uma dupla de guardas municipais. O 28º Batalhão da Polícia Militar oferece os serviços dos Guardiões da Vida, uma dupla de policiais militares que trabalham em rede no enfrentamento da violência contra a mulher com o poder de prisão em flagrante dos agressores.

Rede – A rede de atendimento à Mulher em Volta Redonda é composta pela SMDH, Ceam; Casa Abrigo Deiva Ramphini Rebello; Patrulha Maria da Penha (Guarda Municipal); Guardiões da Vida (Polícia Militar); Deam; Central de Atendimento à Mulher (tel. 180); Defensoria Pública; Promotoria de Justiça, junto ao Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar; Juizado Especial da Violência Doméstica e Familiar.

Foto de divulgação.
Secom/PMVR

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