Prefeito Neto inaugura reforma geral do Caps Belvedere

Prefeito Neto inaugura reforma geral do Caps Belvedere

Além das melhorias na estrutura, unidade ganhou também um jardim sensorial em formato de labirinto, com cerca de 450 mudas de plantas medicinais

 

A rede de Atenção Psicossocial de Volta Redonda vem sendo reconstruída e recebendo grandes investimentos da Prefeitura Municipal de Volta Redonda. Todos os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) do munícipio estão sendo reformados e o primeiro a ser reinaugurado foi o do bairro Belvedere, em evento na tarde dessa quinta-feira, dia 15.

A unidade ligada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) passou por uma reforma geral, com revitalização no telhado, troca de piso e uma nova pintura em todas as salas, incluindo novos espaços dedicados ao processo de humanização, como sala de música e de artes. Além das melhorias na estrutura, a unidade ganhou também um jardim sensorial em formato de labirinto, com cerca de 450 mudas de plantas medicinais.

“A saúde mental hoje, com a pandemia, veio no centro de toda discussão, porque ficou em evidência o sofrimento de todas as pessoas. Temos muitos casos de ansiedade, depressão, aumento no uso de álcool, outras drogas, e isso resultou em uma demanda quatro vezes maior. Estas melhorias aqui no Caps do Belvedere, assim como será também nas demais unidades, nos ajudarão a suprir esta nova demanda, melhorando e evoluindo com o atendimento aos nossos usuários”, ressaltou a coordenadora do programa de Saúde Mental de Volta Redonda, a médica Suely Pinto.

Volta Redonda conta atualmente com seis dispositivos para atendimento a pessoa com algum sofrimento mental. São três Caps Adultos, que ficam nos bairros Vila Santa Cecília, Belvedere e Retiro; um Caps Infantil, que está localizado na Vila Mury; e um Caps AD (álcool e drogas), que fica no Conforto, e um Espaço de Cuidado em Saúde Mental, que funciona no Estádio da Cidadania, no bairro Aterrado. O município conta também com uma emergência de psiquiatria no Hospital Municipal Dr. Nelson Gonçalves, o antigo Cais Aterrado, que é a única da região, com 14 leitos, para organizar de forma emergencial.

“Ficamos muito felizes de ver as pessoas sendo beneficiadas pelo o espaço e vamos cada vez mais buscar melhorias na nossa rede de Atenção Psicossocial, tanto para os usuários, como para a nossa equipe de profissionais”, disse a secretária municipal de Saúde, Maria da Conceição de Souza Rocha.

Presente na reinauguração, o Prefeito de Volta Redonda, Antonio Francisco Neto, lembrou de quando inaugurou o Caps em 2009 e falou sobre a reconstrução que está sendo feita nas unidades.

“Pegamos uma rede muito sucateada, com Caps fechados, falta de profissionais e, assim como estamos reconstruindo a cidade, estamos trabalhando muito para reconstruir a nossa Atenção Psicossocial, para que ela volte a ser referência e estamos conseguindo”, afirmou o prefeito.

Farmácia Viva

Juntamente com a reforma geral, o Caps ganhou um jardim sensorial em formato de labirinto, com cerca de 450 mudas de plantas medicinais. O objetivo do espaço, criado pelas equipes do projeto “Desenvolvimento de Arranjo Produtivo Local/Farmácia Viva”, da secretaria de Saúde, é servir como um novo instrumento para trabalhar o sofrimento mental, servindo de apoio na realização de oficinas com os usuários e familiares.

De acordo com a coordenadora da Área Técnica de Práticas Integrativas da SMS, Fabíola Angelita Martins, as plantas cultivadas no jardim vão ajudar no abastecimento da Farmácia Viva. “O cultivo será constante e o jardim terá essa finalidade de trabalhar as oficinas do Caps, sobre poda, cuidados e tratos com as plantas. Vamos fazer também as plaquinhas para identificar as plantas, que serão matrizes para a Farmácia Viva”.

O projeto já soma mais de 2 mil mudas de plantas medicinais produzidas em estufa e plantadas. Com estrutura reformada recentemente na Fundação Beatriz Gama (FBG), a Farmácia Viva contempla o envolvimento da agricultura local e a produção de remédios fitoterápicos para atender usuários da rede pública de saúde.

O projeto prevê a fabricação de 2 mil sachês de cada espécie de planta por um ano. O público-alvo dos medicamentos será formado por usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), por meio da Atenção Primária. O laboratório de beneficiamento será na FBG, e a dispensação, nas farmácias das unidades de saúde.

Foto: Secom-PMVR

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