Moradora da Residência Inclusiva de Volta Redonda retorna ao convívio familiar após trabalho de reintegração da Assistência Social

Moradora da Residência Inclusiva de Volta Redonda retorna ao convívio familiar após trabalho de reintegração da Assistência Social

Mulher de 58 anos foi recebida pelo prefeito Neto e passará a morar com a irmã, depois de acompanhamento e fortalecimento dos vínculos familiares

O prefeito Antonio Francisco Neto recebeu, nessa terça-feira (21), em seu gabinete, uma moradora da Residência Inclusiva de Volta Redonda, que inicia uma nova etapa de sua vida: o retorno ao convívio familiar. Aos 58 anos, a usuária, acolhida pelo serviço desde maio de 2023, passará a morar com a irmã, após um processo de reintegração familiar conduzido pela equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas).

A Residência Inclusiva integra a Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e é mantida pela Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Smas. O serviço oferece acolhimento institucional a jovens e adultos com deficiência em situação de dependência, que não possuem condições de autossustentação ou retaguarda familiar, garantindo moradia, alimentação, cuidados e acompanhamento multiprofissional.

Além do acolhimento, a unidade tem como objetivo promover autonomia, fortalecer vínculos familiares e comunitários e, sempre que possível, viabilizar a reintegração ao convívio familiar de forma segura, planejada e responsável.

O prefeito Antonio Francisco Neto ressaltou a relevância do trabalho desenvolvido pela assistência social no município. “A Residência Inclusiva oferece acolhimento e proteção, mas também trabalha para que cada usuário possa escrever novos capítulos da sua história. Quando conseguimos promover o retorno ao convívio familiar de forma segura e responsável, temos a certeza de que todo esse trabalho vale a pena. Esse é um momento muito especial para todos nós”, disse Neto.

Após o encontro no gabinete, a celebração continuou na Residência Inclusiva, onde moradores e profissionais participaram de uma confraternização marcada pela emoção e pela despedida da usuária, que agora seguirá sua trajetória ao lado da família.

Trajetória

A usuária foi acolhida na Residência Inclusiva em 15 de maio de 2023, por determinação judicial, e desde então recebeu acompanhamento integral da equipe técnica e dos cuidadores, com foco na proteção de seus direitos, na promoção da autonomia e no fortalecimento dos laços familiares.

Com uma nova determinação judicial e o trabalho contínuo desenvolvido junto à família, teve início o processo de reintegração. Ao longo de cerca de três meses, os profissionais da unidade realizaram um acompanhamento intensivo da usuária e de seus familiares, com visitas gradativas, mediação de conflitos, acompanhamento familiar e fortalecimento das relações afetivas, sempre respeitando a história de vida da família e o tempo necessário para a reconstrução desse vínculo.

O resultado desse trabalho permitiu que a equipe técnica, composta pela psicóloga Millena Tavella e pela assistente social Erica Ariel, avaliasse a reintegração como segura, possibilitando o retorno da usuária ao convívio da irmã e a continuidade de sua trajetória em ambiente familiar. O amor, o afeto e o vínculo entre as duas sempre existiram. O desafio foi fortalecer esses laços para que sustentassem essa nova etapa de suas vidas.

A coordenadora da Residência Inclusiva, Flavia Roberta, destacou a emoção do momento e a importância do processo para todos os envolvidos. “Esse é um momento de muita emoção para todos nós. A reintegração familiar é construída com escuta, cuidado, paciência e responsabilidade. Ver essa usuária retornar ao convívio da irmã, com segurança e afeto, é a confirmação de que o trabalho da Residência Inclusiva cumpre sua missão de proteger, fortalecer vínculos e promover novas possibilidades de vida”, afirmou.

A subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, também destacou que a reintegração familiar é um dos principais objetivos do serviço. “Cada usuário é acompanhado em sua singularidade. A reintegração familiar não acontece de forma imediata, ela exige planejamento, escuta, acolhimento e muito trabalho técnico. Esse resultado demonstra a importância da atuação comprometida da nossa equipe e da parceria construída com a família. É a concretização do direito à convivência familiar e comunitária, previsto no Suas”, afirmou.

A reintegração familiar da usuária representa um marco importante para a Residência Inclusiva, ao concretizar um dos principais objetivos do serviço: garantir que a pessoa acolhida possa retornar ao convívio familiar de forma segura, preservando direitos, fortalecendo vínculos e assegurando a continuidade do cuidado e da proteção social.

Mais do que uma despedida, o momento simboliza um recomeço construído com acolhimento, planejamento e compromisso, mostrando que a política pública de assistência social também é capaz de reconstruir histórias, fortalecer vínculos e transformar vidas.

Fotos: Clara Preta/Smas.
Secom/PMVR

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