Assistência Social de Volta Redonda capacita profissionais para garantir melhores serviços à população

Assistência Social de Volta Redonda capacita profissionais para garantir melhores serviços à população

Mesa-redonda sobre diagnóstico socioterritorial encerrou etapa formativa, reunindo secretarias municipais, instituições de ensino e sociedade civil, além de marcar lançamento de ferramenta para fortalecer o Suas

A Prefeitura de Volta Redonda, por meio do Departamento de Vigilância Socioassistencial (DVS) da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), realizou nessa quinta-feira (9), no Auditório III do Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB), a mesa-redonda “Descrevendo realidades: mapeamento e diagnóstico socioterritorial no Suas em Volta Redonda”. O encontro marcou o encerramento do percurso formativo desenvolvido ao longo do primeiro semestre com profissionais da assistência social e reuniu representantes de diversas secretarias municipais, instituições de ensino e organizações da sociedade civil.

Durante o primeiro semestre, foram promovidos três encontros voltados aos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas), abordando metodologias e ferramentas para o mapeamento e a elaboração do diagnóstico socioterritorial. A mesa-redonda representou a conclusão dessa etapa de formação e o início de uma nova fase, voltada à aplicação prática dos conhecimentos adquiridos nos territórios.

A subsecretária municipal de Assistência Social, Larissa Garcez, destacou que investir na qualificação técnica das equipes é fundamental para fortalecer a política de assistência social e garantir que os serviços atendam, cada vez mais, às necessidades da população.

“Conhecer profundamente a realidade dos territórios é essencial para planejar políticas públicas mais eficientes e assertivas. Esse trabalho fortalece toda a rede socioassistencial, amplia a capacidade de resposta dos serviços e garante que as ações da assistência social cheguem onde a população mais precisa.”

A palestra principal foi ministrada pela professora Lígia Soares, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda, doutora em Políticas Públicas e Desenvolvimento pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A docente abordou o ciclo das políticas públicas e ressaltou a importância do diagnóstico socioterritorial como instrumento para subsidiar decisões, definir prioridades e aprimorar a oferta dos serviços públicos.

Caderno de orientações

A programação também contou com o lançamento do Caderno de Orientações Técnicas sobre Mapeamento na Política Pública de Assistência Social, elaborado pelo Departamento de Vigilância Socioassistencial. O material reúne orientações e ferramentas que irão auxiliar os profissionais na realização do mapeamento dos territórios, apresentando um passo a passo para identificar potencialidades, fragilidades, demandas e oportunidades de aprimoramento dos serviços oferecidos à população.

A diretora do Departamento de Vigilância Socioassistencial, Flávia Santos, explicou que a construção do diagnóstico depende da integração entre diferentes políticas públicas e da participação de diversos atores do município.

“Não é possível construir um diagnóstico socioterritorial sem a interlocução entre as diversas políticas públicas. Por isso reunimos representantes da Saúde, Educação, Direitos Humanos, Pessoa com Deficiência, além de instituições de ensino e entidades da sociedade civil. Todos contribuem com informações fundamentais para conhecermos melhor a realidade dos territórios e planejarmos políticas públicas mais eficientes.”

Segundo Flávia, no segundo semestre terá início a fase prática do projeto. A equipe do DVS desenvolverá um projeto-piloto em uma das regionais da Proteção Social Básica, envolvendo os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), associações de moradores, unidades de ensino e demais equipamentos públicos presentes no território.

A previsão é que o trabalho de mapeamento seja realizado em cerca de quatro meses. A partir desse levantamento será elaborado o diagnóstico socioterritorial, documento que servirá de base para o planejamento da política municipal de assistência social e para a construção dos planos municipais.

“Com esse diagnóstico teremos um retrato muito mais detalhado da realidade de Volta Redonda. Vamos conhecer melhor o perfil da população, identificar as demandas específicas de cada território e planejar serviços, programas, projetos e benefícios que realmente atendam às necessidades dos moradores. Isso fortalece o trabalho dos profissionais, melhora o atendimento à população e amplia as possibilidades de captação de recursos para novos investimentos no município”, ressaltou Flávia Santos.

O diagnóstico socioterritorial permitirá reunir informações quantitativas e qualitativas sobre os territórios, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas municipais, fortalecendo a atuação integrada entre as diferentes áreas da administração pública e consolidando o planejamento da assistência social com base em evidências e nas reais necessidades da população.

Fotos: Carlos Barroso – Smas.
Secom/PMVR

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