Servidores de Volta Redonda recebem capacitação para acolhimento às mulheres vítimas de violência

Servidores de Volta Redonda recebem capacitação para acolhimento às mulheres vítimas de violência


Encontro de formação tem como objetivo desenvolver um atendimento humanizado e diferenciado em toda a rede de apoio

A 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, juntamente com a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH), promoveu uma capacitação de servidores dos órgãos de segurança pública de Volta Redonda com a socióloga e consultora de Políticas Públicas para Mulheres, Adriana Mota. O evento aconteceu na semana passada no auditório do Ministério Público Estadual.

Adriana Mota falou sobre as circunstâncias da dinâmica da violência contra a mulher, a magnitude dessa violência na vida das mulheres, os motivos e meios empregados para praticar a violência, o que a Lei Maria da Penha prevê de defesa na proteção das mulheres que são ofendidas pelos agressores, e do ciclo da violência que vai da lua de mel do casal até as agressões físicas, moral e psicológica.

“A violência rouba das mulheres a autonomia sobre a própria vida. Muitas vezes a mulher não consegue sair dessa rotina de violência sozinha e precisa desse atendimento especializado em rede para salvá-la, sendo fundamental o atendimento com serviços de acolhimento. A violência contra as mulheres vai lentamente rompendo as fronteiras que delimitavam o seu enfrentamento no âmbito privado, trazendo cada vez mais a responsabilidade do Estado e da sociedade para este cenário, seja na prevenção de atos violentos ou na proteção das vítimas”, enfatizou Adriana.

A assistente social, que trabalha com políticas públicas desde 1995, afirmou que Volta Redonda é referência no estado, porque consolidou uma rede completa de acolhimento, enfrentamento e atendimento das mulheres vítimas de violência doméstica, onde poucas cidades têm este equipamento social de amparo e defesa das mulheres no estado do Rio de Janeiro.

“A maioria das mulheres vítimas de feminicídios não fizeram nenhum registro de ocorrência antes. E 78% dos autores são ex-companheiros, sendo que 67% tinham filhos e 44% com filhos menores de idade. O registro, a denúncia contra o agressor é o primeiro passo para combater a violência”, ressaltou Adriana.

A assistente social do Ministério Público Estadual, Fernanda Bertolino, destacou que os objetivos do Ministério Público e equipe são que os direitos das mulheres sejam viabilizados, respeitados, fortalecendo a rede de enfrentamento à violência doméstica e o atendimento de apoio às mulheres pelos órgãos públicos parceiros.

“Os encontros de formação têm este objetivo, desenvolver um atendimento humanizado e diferenciado da rede no atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar”, disse a secretária municipal de Políticas para Mulheres e Direitos Humanos (SMDH), Glória Amorim.

O secretário de Ordem Pública, tenente-coronel Luiz Henrique Monteiro Barbosa, sugeriu que as patrulhas da Lei Maria da Penha do Estado e do município trabalhem juntas para aumentar a eficácia na fiscalização das medidas protetivas em Volta Redonda.

Dados do 28º Batalhão da Polícia Militar (BPM) apontam que a Patrulha Maria da Penha estadual atende mensalmente em Volta Redonda, entre 400 a 600 medidas protetivas. Os policiais que fazem parte da equipe comentaram ainda que em alguns casos, a vítima se nega a comparecer na delegacia para o registro da ocorrência contra o agressor.

 

Foto: Geraldo Gonçalves – Secom/PMVR

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